CNMP promove lançamento da Campanha #TodosJuntosContraCorrupção

CAMPANHA CORRUPÇÃO

 

Mobilizar a sociedade no combate à corrupção por meio de ações de conscientização e de projetos educacionais que contribuam para a formação de cidadãos mais conscientes, íntegros e engajados. Este é o objetivo da Campanha #TodosJuntosContraCorrupção, que foi lançada hoje, 12 de setembro de 2017, às 10 horas, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília. O evento contou com a presença do presidente da instituição, Rodrigo Janot, e do ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário.

A campanha é uma iniciativa da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (ENCCLA), que reúne mais de 70 órgãos e entidades em funcionamento no País. Através da denominada Ação 6 de 2017, coordenada pelo CNMP, a rede busca consolidar propostas de prevenção à prática da corrupção, fomentando a integridade social e a educação para a cidadania.


O presidente do CNMP, Rodrigo Janot, salientou que “nunca se viu, em toda a nossa história, tantas investigações abertas, tantos agentes públicos e privados investigados, processados e presos. As instituições estão funcionando. As reações também têm sido proporcionais. Como não há escusas pelos fatos descobertos e que vieram à luz, tantos são os fatos e tão escancaradamente comprovados, que a estratégia de defesa não pode ser outra senão tentar desconstituir e desacreditar a figura das pessoas encarregadas do combate à corrupção”.
De acordo com Rodrigo Janot, o esforço comum dos últimos anos revelou um intenso e exitoso trabalho revelado contra a corrupção, cujo reconhecimento nacional e internacional se tornaram evidentes. “Nesse contexto, importa ressaltar a figura do Ministério Público brasileiro como seus grandes agentes, mas não o único. Há mais de dez anos, o Estado brasileiro possui um Estratégia Nacional de Combate à Corrução e à Lavagem de Dinheiro (ENCLLA), composta por mais de 70 órgãos que atuam juntos contra a corrupção”.

Todas as peças de comunicação estarão disponíveis no hotsite www.todosjuntoscontracorrupcao.gov.br e poderão ser baixadas e compartilhadas pelos cidadãos. A página também trará orientações sobre como estabelecer parcerias para produção de cartazes, camisetas, banners e outras formas de divulgação do conteúdo.

Projetos

Durante o lançamento, será divulgado o edital de chamamento público que visa selecionar e certificar iniciativas educacionais, já implementadas ou embrionárias, que tenham como objetivos a prevenção primária à corrupção, o fomento à integridade social e a educação para a cidadania. As propostas selecionadas serão disponibilizadas, no final de 2017, à sociedade, para livre consulta e replicação, em um banco de propostas acessível pela internet.

A prevenção primária à corrupção pode ser entendida como toda ação voltada para crianças, adolescentes e adultos, no ambiente escolar, acadêmico, organizacional ou comunitário, com intuito de promover a formação de cidadãos conscientes e mais participativos no enfrentamento à corrupção, tornando-os mais imunes à prática deste crime e mais envolvidos com o controle social.

A criação do banco de propostas promoverá a aproximação entre os gestores dos sistemas educacionais e possíveis parceiros apoiadores, como empresas, órgãos públicos, academia e entidades do terceiro setor. O intuito é a implementação ou replicação das melhores propostas, tanto pelo apoio financeiro quanto pelo compartilhamento de experiências e conhecimentos.

Os projetos devem ser submetidos por meio do site www.todosjuntoscontracorrupcao.gov.br. O edital completo, com todos os detalhes, estará disponível na página a partir do dia 12 de setembro.

Por que combater a corrupção?

A corrupção enfraquece a cidadania e a democracia, atrasa o desenvolvimento econômico e social, ressalta privilégios e desigualdades, enfraquece a representação política, diminui a efetividade das políticas públicas, aumenta a desconfiança da sociedade nas instituições e inibe a justiça social.

Segundo estudos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o País perde com a corrupção, todos os anos, cerca de 2,3% do PIB, algo em torno de 145 bilhões de reais, que poderiam ser investidos para melhorar os bens e serviços oferecidos à população. Saúde, educação e obras de infraestrutura são algumas das áreas de maior concentração de desvios. Isso contribuiu para que o Brasil, apesar de ser uma das dez maiores economias do mundo, continue muito mal classificado no Índice Mundial de Desenvolvimento Humano, ocupando a posição de nº 75, dentre 188 países pesquisados.

 

(Com informações da Ascom/CNMP)


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