MP-AM apoia campanha para ajudar instituições que atendem autistas em Manaus

Dia Autismo


O próximo sábado, 2 de abril, marca o dia Mundial da Conscientização do Autismo. O Ministério Público do Amazonas, por meio das 27ª e 28ª Promotorias de Justiça , entrou na campanha “O Autismo Une!” do Grupo AGIR (Autismo, Gerando Informação com Responsabilidade).

O Portal institucional do MP-AM também adotou, durante o mês de abril, a cor Azul, alusiva à conscientização do Autismo em todo o mundo.

A campanha tem o objetivo de chamar a atenção para a causa e arrecadar itens de limpeza e material de expediente para instituições de apoio ao autista, como a AMA (Associação de Amigos dos Autistas do Amazonas) e o MUPA (Mãos Unidas Pelo Autismo).

De acordo com a Coordenadora do grupo AGIR Vera Barbato, ainda falta muita consciência da sociedade sobre o autismo no Amazonas. “O atendimento do poder público é precário, as escolas ainda não estão preparadas para atender às crianças e jovens autistas”, disse.

Segundo a Promotora de Justiça Vânia Marinho, o Ministério Público do Amazonas já ajuizou, nos últimos 5 anos, várias ações civis para obrigar as autoridades públicas a efetivar a inclusão dos autistas nos serviços de saúde e educação, como manda a lei. “Deveria haver 5 Centros de Atenção Integrada ao Autista na capital, um em cada zona da cidade, mas até hoje só existe uma unidade com equipe multidisciplinar, psicólogos, professores de educação especial, fisioterapeutas e pediatras. O MP-AM vai continuar atuando enquanto instituição comprometida com o cumprimento da lei”, afirmou a Promotora.

Pontos de Arrecadação da Campanha

Os pontos de arrecadação de material estarão abertos na OAB-AM, nesta sexta-feira, 1º de abril, a partir das 13:30h e , no dia 2 de abril, no Sesi, a partir das 14h, no stand do Grupo AGIR. Até o próximo dia 6 de abril, as doações podem ser entregues na academia Companhia Athletica e no salão de beleza Maison Luh, localizado na avenida Rio Madeira, 197, Vieiralves.


Lista de itens para doação

Água sanitária, álcool em gel, balde, cera líquida, detergente, desinfetante, esponja, guardanapos de pano, papel toalha, pano para limpeza, pano de chão, vassoura, rodo, pá de lixo, sabão em barra, sabão em pó, palha de aço, pregador de roupas, papel higiênico, lustra móveis, copos e pratos descartáveis, papel A4 (resma), grampeador, grampo para grampeador, perfurador, cola branca, colorida e de isopor, caneta esferográfica, fita adesiva transparente, clipes (tamanhos variados), pastas, pasta arquivo, tesoura, lápis, tinta guache, tinta para tecido, pincel atômico, giz de cera, cadernos com pauta, cadernos para desenho, tela de tecido para pintura e envelopes.


Autismo

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.

Em maio de 2013 foi lançada a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), que trouxe algumas mudanças importantes, entre elas novos diagnósticos e alterações de nomes de doenças e condições que já existiam.

Nesse manual, o autismo, assim como a Síndrome de Asperger, foi incorporado a um novo termo médico e englobador, chamado de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Com essa nova definição, a Síndrome de Asperger passa a ser considerada, portanto, uma forma mais branda de autismo. Dessa forma, os pacientes são diagnosticados apenas em graus de comprometimento e o diagnóstico fica mais completo.

O Transtorno do Espectro Autista é definido pela presença de “Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, atualmente ou por história prévia”, de acordo com o DSM-V.

O autismo continua sendo um distúrbio difícil para as crianças e suas famílias, mas a perspectiva atual é muito melhor do que na geração passada. Naquela época, a maioria das pessoas com autismo era internada em instituições.
Hoje, com o tratamento correto, muitos dos sintomas do autismo podem melhorar, mesmo que algumas pessoas permaneçam com alguns sintomas durante toda a vida. A maioria das pessoas com autismo consegue viver com suas famílias ou na sociedade.

A perspectiva depende da gravidade do autismo e do nível de tratamento e atenção que a pessoa recebe. Procurar ajuda de outras famílias que tenham parentes com autismo e por profissionais que deem o suporte necessário aos parentes também é uma alternativa que traz bons resultados.