Com foco em estudantes do ensino médio da rede pública, MPAM ministra palestra online sobre violência doméstica

Criado: Quinta, 28 Agosto 2025 15:51
Publicado: Quinta, 28 Agosto 2025 15:51

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Iniciativa visa conscientizar sobre os diversos tipos de violência e divulgar o projeto Acolhendo Vozes, do Nupa

Em alusão ao Agosto Lilás, campanha de conscientização e combate à violência contra a mulher, o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio do Núcleo Permanente de Autocomposição (Nupa), promoveu a palestra “Cicatrizes invisíveis: a violência que o silêncio esconde”. A atividade foi realizada no Centro de Mídias de Educação do Amazonas (Cemeam) e transmitida para todo o estado.

Sob a condução da promotora de Justiça Yara Rebeca Albuquerque Marinho de Paula, coordenadora do Nupa, a palestra teve como intuito divulgar, para estudantes do ensino médio da rede pública da capital e do interior, informações sobre os diversos tipos de violência doméstica — física, psicológica, moral, patrimonial e sexual; conscientizar que esse crime não se reduz a agressões físicas e hematomas visíveis; e provocar reflexão sobre as “cicatrizes invisíveis” deixadas pelas outras formas de violência, como problemas emocionais, adoecimento da saúde mental e sentimentos de medo, culpa e vergonha por parte da vítima.

A promotora destacou a importância de que os jovens se mantenham atentos e conscientes sobre as outras formas de violência e os impactos negativos que causam nas vítimas, assim como a necessidade de denunciar nos canais de atendimento, seja da polícia ou do Ministério Público.

“A violência doméstica é a que acontece no âmbito da família, contra a esposa, mas também de um filho em relação à mãe, um irmão contra uma irmã. A violência não é somente a física, essa é a mais visível. Existe também a violência psicológica e patrimonial. Todos esses tipos deixam marcas: a física deixa marcas no corpo, enquanto a psicológica e patrimonial deixam marcas, às vezes insanáveis, na saúde mental da mulher, causando inúmeras doenças, como depressão e ansiedade”, pontuou a coordenadora do Nupa.

Acolhimento

Durante a palestra, a promotora e as psicólogas Elisabete Gonçalves e Kelly Franco, integrantes da equipe multidisciplinar do Nupa, divulgaram os canais de acesso do projeto “Acolhendo Vozes”, iniciativa do Ministério Público para atender vítimas de violência doméstica, oferecendo orientação, escuta qualificada e assistência multiprofissional.

"Nós marcamos um atendimento individual, primeiramente online, no qual se tem a escuta qualificada da história. Verificamos como essa mulher está emocionalmente, quais suas necessidades e se há necessidade de encaminhamento para algum serviço especializado. No ‘Acolhendo Vozes’, também enviamos essas vítimas para uma atividade chamada Círculo de Construção de Paz, onde elas participam de círculos reflexivos que tratam de temas como empoderamento feminino, resiliência emocional e resgate da autoestima”, detalhou a psicóloga Kelly Franco.

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Mobilização

A equipe do Nupa também instruiu o público sobre como identificar uma relação violenta; o que prevê a Lei Maria da Penha e como acioná-la; qual é o ciclo da violência e quais atitudes configuram violência doméstica; além de fornecer esclarecimentos sobre como pedir medidas protetivas. A promotora ressaltou, ainda, a importância de os alunos serem propagadores de iniciativas que protegem a integridade física, mental, financeira e sexual das mulheres.

“Você, adolescente, pode ser um difusor, uma pessoa que vai propagar o nosso projeto Acolhendo Vozes, do Nupa. No seu município, havendo qualquer caso de violência doméstica em seu entorno, vá a uma delegacia, vá ao Ministério Público, ligue para o Nupa. O Ministério Público está à disposição para toda e qualquer situação”, recomendou a promotora Yara Marinho.


Texto e fotos: Vanessa Adna