Encontrou promoveu reflexão sobre a necessidade de fortalecer redes de proteção às vítimas
Na última segunda-feira (09/03), em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) participou do evento “O Poder de Reinventar-se”, realizado pelo Centro Universitário Martha Falcão, que reuniu mulheres de diferentes âmbitos sociais para conversas, discussões, ensinamentos e empreendedorismo.
No painel “Mãos que Amparam, Vozes que Ressoam”, o MPAM mostrou qual o papel do órgão na proteção das vítimas de violência doméstica, por meio do Núcleo de Acolhimento às Vítimas e Vulneráveis (Naviv/Recomeçar), mostrando o acolhimento humanizado dentro do sistema de Justiça.
Durante o encontro, além dos detalhes do projeto, foram discutidos instrumentos jurídicos de proteção às mulheres e meninas, juntamente com uma abordagem do ponto de vista psicológico do sofrimento psíquico causado pela violência doméstica e o processo de escuta, acolhimento e reparação das vítimas.
“A iniciativa reforça que a proteção às vítimas vai além da atuação processual, envolvendo escuta qualificada, orientação e apoio para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas com dignidade”, explicou a promotora de Justiça Silvana Ramos Cavalcanti, titular da 36ª Promotoria de Justiça e coordenadora do Naviv/Recomeçar.
“Foi um momento muito importante de reflexão sobre a necessidade de fortalecer redes de proteção às vítimas, especialmente às mulheres em situação de violência e vulnerabilidade”, concluiu a promotora.
O painel reforçou o compromisso assíduo do MPAM em acolher, proteger e reparar vítimas de violência, humanizando e estendendo o atendimento à toda a sociedade.
Sobre o Naviv/Recomeçar
Criada em 2016, como programa Recomeçar, a iniciativa foi reformulada em 2025, ampliando e fortalecendo suas frentes de atuação e tornando-se o Núcleo de Acolhimento às Vítimas de Crimes e Vulneráveis do Ministério Público do Estado do Amazonas. Referência institucional no atendimento humanizado, o Naviv/Recomeçar presta apoio psicossocial e orientação jurídica básica a pessoas que sofreram violência ou se encontram em situação de vulnerabilidade, com uma nova estrutura alinhada aos marcos normativos nacionais e internacionais de proteção às vítimas e aos direitos humanos.
Texto: André Quintas
Foto: Divulgação/MPAM
