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Tefé: Promotoria quer a interdição da Unidade Prisional do município
Uma Ação Civil Pública proposta pela Promotoria de Justiça de Tefé, no interior do Amazonas, na última sexta-feira, 13 de abril, exige que o Estado cumpra, em pedido de tutela antecipada, sua obrigação constitucional de proporcionar condições dignas a presos provisórios e definitivos em geral dentro da Unidade Prisional do município. Conforme apontado na ACP, e segundo formulários mensais da própria Unidade Prisional, os detentos não recebem condições de segurança, de alimentação, higiene, recreação, atendimento médico, odontológico, jurídico, psicológico, assistencial e defesa técnica. O pedido de tutela antecipada junto à ACP é o adiantamento total ou parcial dos efeitos práticos do provimento jurisdicional final.
A Ação Civil Pública pede que a Justiça determine o imediato fechamento da Unidade Prisional de Tefé, bem como que o Estado do Amazonas providencie imediatamente a transferência de local de todos os detentos, sob a pena do pagamento de multa diária de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), a ser revertida para o Fundo Municipal de Segurança Pública, ou para o Fundo Nacional compatível.
"Não há a mínima condição de continuar em funcionamento, tratando-se de verdadeiro depósito de pessoas humanas, que são privadas dos direitos básicos". O trecho é relatado no documento, que também informa que a Unidade está instalada em lugar impróprio, próxima a residências e a estabelecimentos comerciais, que não possui mínima estrutura física, e que não conta com pessoal para executar suas finalidades, tais como agentes prisionais, nutricionistas, enfermeiros e guarda externa em guarita, descumprindo o que enumera a Lei de Execuções Penais. O Promotor de Justiça Roberto Nogueira é quem assina o documento, que já foi encaminhado ao Juiz de Direito da Comarca de Tefé.
I Prêmio CNPG de Jornalismo: inscrições abertas

O I Prêmio CNPG de Jornalismo do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União foi lançado nesta segunda-feira, 16 de abril de 2012, na sede do Ministério Pùblico do Rio de Janeiro. A iniciativa contempla matérias sobre o Ministério Público brasileiro e ocorreu durante a IV Reunião dos Assessores de Comunicação do CNPG, na sede do MP-RJ.
O Presidente do CNPG, Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Soares Lopes, fez a abertura do encontro. “Considero de extrema relevância para o MP brasileiro essa iniciativa do CNPG e dos nossos Assessores de Comunicação Social de estabelecer um Prêmio específico de jornalismo, em várias categorias, para aqueles profissionais que apresentarem as melhores matérias referentes à atuação da nossa Instituição. Trata-se de uma iniciativa inédita em âmbito nacional e que certamente dará uma visibilidade maior ainda ao Ministério Público”, afirmou o Presidente do CNPG.
Durante o evento, houve palestra do coordenador da Faculdade de Jornalismo da PUC-Rio, Leonel Aguiar, que falou sobre a importância da iniciativa para a valorização da cobertura jornalística de assuntos relacionados ao Ministério Público. Os Assessores de Comunicação de todo o país puderam conhecer detalhes da organização e entrega do Prêmio, detalhes sobre a dinâmica de avaliação dos trabalhos inscritos, a estratégia de divulgação, a visita às redações para divulgação, esclarecimentos sobre o regulamento e demais questões referentes à premiação.
O Prêmio terá quatro categorias: Jornalismo Impresso (Revista), Jornalismo Impresso (Jornal), Televisão e Rádio. As inscrições já estão abertas. Informações sobre como participar estão disponíveis no site www.cnpg.org.br.
A Escola Estadual Alice Salerno recebe o 'MP nas Escolas'

O projeto 'MP nas Escolas' realizou nesta terça-feira, 17 de abril de 2012, uma visita na Escola Estadual Alice Salerno Gomes de Lima, localizada na rua 7 do bairro do Parque 10, zona Centro-Sul de Manaus. Os alunos do 3º ano do ensino médio puderam conhecer um pouco da história do Ministério Público e suas atribuições. Na ocasião o Promotor de Justiça Davi Santana da Câmara, titular da 73ª Promotoria junto à Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher - Maria da Penha, tirou dúvidas sobre diversos temas como: crime contra a vida, júri popular, quais as competências de um promotor e procurador de justiça e sobre as alterações na Lei Maria da Penha, onde qualquer pessoa pode denunciar a agressão contra a mulher.

A aluna Ana Caroline Santos ficou satisfeita com os esclarecimentos onde conheceu mais sobre a carreira de direito e do MP. "Achei interessante pelo fato de podermos saber mais sobre o Ministério Público, porque muita gente não tem acesso a essas informações e desconhece os seus direitos". Para a diretora da escola, Evanice Lobo, "o projeto 'MP nas Escolas' é muito interessante. Os alunos estão terminando o ensino médio e muitos ainda tem dúvidas em relação a que profissão seguir. De repende, alguém ficou pensando se tem vocação pra ser promotor e decide seguir a carreira. A escola agradece a visita e está de portas abertas".
"Ser Promotor de Justiça é ser fiscal da lei, é uma atividade muito bonita. O Ministério Público não age em favor de A ou B, mas, defende os interesses essenciais da sociedade para que as leis sejam respeitadas. É gratificante.", finalizou Câmara.
PGJ elogia iniciativa do Deputado Marcelo Ramos em propor aumento do orçamento do MP-AM
Incluído em uma recente sequência de discursos pela defesa da redução de gastos dentro da Assembleia Legislativa do Amazonas, o deputado estadual Marcelo Ramos disse que vai sugerir ao Governo Estadual que seja repassado ao Ministério Público do Estado parte do orçamento da ALE-AM que deixará de ser utilizado com a possível redução das contas na casa. Na proposta do deputado, a Defensoria Pública do Estado (DPE) também deve receber valores desse repasse.
"A Assembleia Legislativa recebe 3,8% do orçamento estadual, o que equivale a R$ 201.213.080,00 (duzentos e um milhões) para um poder que só tem sede em Manaus e apenas 24 deputados. O Ministério Público tem presença nos 62 municipios do Amazonas, tem 171 membros entre Promotores e Procuradores, e tem um orçamento de R$ 174.738.300,00 (cento e setenta e quatro milhões), o que equivale a 3,3 % do orçamento do Estado. "Me parece que isso não é razoável. Como uma instituição que está só na capital tem um orçamento maior do que outra que está em todos os municípios?", disse o deputado, que pretender abrir um debate para equilibrar melhor os recursos estaduais.
Segundo Marcelo Ramos, o Governo do Estado encaminhará a Lei de Diretrizes Orçamentárias para a ALE até 30 de junho, onde o parlamentar vai sugerir que seja feita uma redução no repasse de verba da ALE de 3,8% para 3,05%, e que essa sobre de 0,75% seja aplicada 0,50% na Defensoria e 0,25% no Ministério Público. "Isso significa um incremento de 24 milhões nas contas da Defensoria e 12 milhões dentro do Ministério Público. A sociedade cobra a presença do Promotor de Justiça e do Juiz no interior, mas sem o Defensor Público não há justiça. Isso pode ajudar a melhorar as condições para que essas instituições se estabeçam tanto na capital e no interior", reiterou.
O Procurador Geral de Justiça, Franscisco Cruz, elogiou a atitude do parlamentar na intenção de melhor estruturar o MP-AM e a Defensoria do Estado. "Não vejo isso como uma pretensão em confrontar os poderes, mas acredito que a distribuição do orçamento do Estado deve ser equitativa. Parabenizo o deputado pela iniciativa republicana e reitero que a Assembleia Legislativa está de parabéns por contar com tão digno representante", disse.
O Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Antônio Fábio Barros Mendonça, também se posicionou perante a proposta de Marcelo Ramos e afirmou que os recursos públicos devem ser utilizados para o bem da população. "A ideia é louvável, considerando que todo recurso arrecadado do povo deve ser repassado para o povo. São recursos que devem ser investidos na sociedade. Sabemos que há defasagem de defensores e também há a necessidade de melhorar o aparelhamento do Ministério Público no interior e na capital. Essa sugestão do deputado seria uma boa forma de dividir esse recurso".
Para o Diretor do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do MP-AM (CEAF), Promotor João Gaspar Rodrigues, "a iniciativa da Assembleia Legislativa do Amazonas revela grandeza e verdadeiro espírito republicano que molda todas as instituições num círculo cooperativo, e não meramente corporativo. E beneficia em última instância a própria sociedade amazonense que tem na Assembleia os seus maiores e mais legítimos representantes".
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