Encontro abordou temas como mudanças no sistema de ingresso nas escolas e utilização de livro próprio dos CMPM
Às vésperas do início do ano letivo, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) se reuniu com gestores de colégios da Polícia Militar do Amazonas (CMPM), nesta quinta-feira (15/01), para discutir tópicos relacionados à melhoria do ensino nas instituições. O encontro foi realizado na sede do MP, sob a condução da 55ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa dos Direitos Humanos à Educação (Prodhed).
De acordo com o promotor de Justiça Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior, titular da 55ª Prodhed, com o início do ano letivo, há diversas demandas relacionadas às escolas militares do Estado do Amazonas.
“Os gestores das escolas vieram ao Ministério Público para esclarecer diversos fatos controversos, dentro daquilo que também se propôs de mudança, principalmente no ingresso às escolas cívico-militares e militares do Estado do Amazonas, que se dá, atualmente, via processo seletivo. A ideia é proporcionar igualdade de condições no momento da matrícula ou ingresso nessas instituições”, declarou o promotor.
Na ocasião, foi discutida a automatização do sistema de matrículas, implementado para facilitar o acesso, bem como a necessidade de apresentar documentos como RG e cartão de vacinação no ato da matrícula. Os gestores frisaram a importância de os alunos possuírem RG próprio, tanto para evitar fraudes no processo seletivo como para realizar a inscrição no Sistema de Ingresso Único (Sisu), que garante o ensino universitário gratuito.
O diretor do Núcleo de Ensino (NDE), coronel César Andrade, destacou que já existem algumas decisões judiciais favoráveis ao ensino preparatório assistencial dos CMPM e permissão para uso de livro didático próprio, um sistema, segundo ele, adequado e que realmente traz uma maior qualidade de ensino.
“O nosso sistema não se propõe a ser único, mas parte de um cardápio de opções que o Governo do Estado tem. Nós estamos aqui realmente para poder fazer esses esclarecimentos e receber algumas orientações da Promotoria”, comentou.
Texto: Graziela Silva
Foto: Hirailton Gomes
