
Medida busca fiscalizar estrutura, efetivo e funcionamento da unidade policial ao longo de 2026
Diante da necessidade de acompanhar as condições estruturais da sede do 2º Grupamento de Polícia Militar de Nhamundá, o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça local, instaurou procedimento administrativo para fiscalizar e monitorar, de forma continuada, as atividades da unidade ao longo de 2026.
A portaria, assinada pela promotora de Justiça Ana Carolina Arruda Vasconcelos, tem como base inspeções realizadas pela Promotoria ao longo de 2025 (Procedimento Administrativo nº 254.2025.000005), que apontaram preocupações quanto às condições estruturais do imóvel, especialmente em relação à segurança dos agentes que atuam no local.
Segundo a Promotoria, o procedimento também visa acompanhar a qualidade da prestação dos serviços de segurança pública à população, bem como a capacitação continuada dos policiais para atuação em ocorrências sensíveis, como tráfico de drogas e casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.
“O monitoramento abrange aspectos como condições de trabalho, efetivo disponível e regularidade das atividades desempenhadas. O objetivo é manter um diálogo permanente, preventivo e colaborativo com a corporação, identificando necessidades e contribuindo para o aprimoramento da atuação policial”, destacou a promotora Ana Carolina.
Como parte das diligências, o MPAM determinou que o comandante do 2º Grupamento de Polícia Militar de Nhamundá encaminhe, no prazo de 15 dias úteis, informações sobre o efetivo total, a escala de serviço, os veículos e equipamentos disponíveis, além do estado de conservação da sede.
Também foram solicitadas informações ao Comando-Geral da Polícia Militar do Amazonas e à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM) sobre o planejamento para reforma, adequação ou eventual mudança da unidade, incluindo cronograma e previsão orçamentária.
“Ao fortalecer institucionalmente a Polícia Militar, o Ministério Público atua na promoção de uma segurança pública mais eficiente e na proteção da população”, concluiu a promotora.
Texto: Sabrina Azevedo
Foto: Divulgação/SSP