Clientes denunciaram impossibilidade de realizarem saque financeiro em espécie e insuficiência de caixas eletrônicos
Após denúncias de usuários, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou notícia de fato para apurar irregularidades no atendimento do Banco Bradesco em Caapiranga. A medida cita entre os problemas relatados: insuficiência/limitação de caixas eletrônicos; falta de dinheiro em espécie; e receio justificado de fechamento da única agência da rede na cidade.
Para o promotor de Justiça Rafael Augusto del Castillo da Fonseca, autor da medida, é necessário que as agências bancárias se adaptem às demandas locais do interior do Amazonas.
“A população, principalmente do interior, não pode ficar refém de meios eletrônicos de pagamentos e recebimentos, pois, como é sabido, dependem de energia elétrica e conexão à internet, serviços que apresentam falhas. Além disso, idosos, aposentados, pensionistas e moradores da zona rural, normalmente, não possuem traquejo necessário para utilizar tais ferramentas com desenvoltura”, argumentou.
Nesse cenário, o MP cobrou da gerência geral e regional do Bradesco esclarecimentos detalhados, dentro do prazo de 15 dias, sobre a desativação dos caixas eletrônicos em Caapiranga nos últimos três meses. A instituição também deve informar o cronograma de reabastecimento de dinheiro físico, o número de funcionários lotados no município e a capacidade de atendimento presencial para idosos, aposentados e pensionistas.
No mesmo prazo, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) ou a Associação Comercial local devem relatar os impactos econômicos que a falta de papel-moeda e a inoperância dos terminais têm causado ao comércio e à circulação de bens nas áreas urbana e rural.
Por fim, o Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM) e a comissão local de defesa do consumidor têm até 30 dias para realizar uma fiscalização emergencial na única agência bancária da rede. A inspeção deve checar o tempo de espera em fila, a quantidade de caixas ativos e a disponibilidade de cédulas para saque, registrando tudo em um auto de constatação.
Texto: Karla Ximenes
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
