CONAMP realizou Dia Nacional de Valorização da Magistratura e do Ministério Público

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A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), em parceria com as demais entidades representativas do MP e dos magistrados (*), promoveu hoje (21) o Dia Nacional de Valorização da Magistratura e do Ministério Público. O evento foi realizado em Brasília e reuniu promotores, procuradores e magistrados de todo o país. O objetivo principal é a adoção de uma política nacional de segurança e de uma política remuneratória.

Os presidentes e integrantes das 28 associações afiliadas da CONAMP (estados, Distrito Federal e ramo militar) que participaram do ato alertaram as autoridades responsáveis para a precariedade e a inexistência de mecanismos de proteção aos membros do MP e da magistratura e reivindicaram medidas urgentes para solucionar o problema. Além disso, foi solicitada atenção especial do Legislativo e Executivo à recomposição monetária dos subsídios do Ministério Público e Poder Judiciário, baseada nas perdas da inflação, como estabelecida nos Projetos de Lei n.º 7753 e 7749, de 2010, e n.º 2198 e 2197 de 2011, em tramitação no Congresso. O PGJ Francisco Cruz esteve presente no encontro.

No salão negro do Congresso Nacional, foi entregue aos presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Marco Maia, um manifesto assinado pelas entidades reivindicando: a instituição de aparato de segurança que garanta a incolumidade da saúde e da vida; um sistema de saúde que previna adoecimentos físicos e mentais, com adequada cobertura previdenciária; e uma política remuneratória que respeite a Constituição Federal e garanta a recomposição das perdas inflacionárias e que resgate a valorização do tempo de carreira dos membros do Ministério Público e da Magistratura.

Do Congresso, os participantes da mobilização seguiram para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde foram recebidos pelo presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, e pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que também receberão o manifesto.

Segurança

Desde o assassinato da juíza Patrícia Acioli, em 12 de agosto, na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, a CONAMP vem reivindicando mecanismos de segurança para os membros do MP e da magistratura. No dia do homicídio da magistrada, assassinada com 21 tiros na porta de casa, a entidade divulgou nota de repúdio exigindo celeridade na elucidação do crime e a responsabilização rigorosa de todos os envolvidos. No documento, a CONAMP destacou que o assassinato da juíza expõe a fragilidade da segurança pública no país, principalmente, no que diz respeito à proteção dos membros do Judiciário e também do Ministério Público que atuam no combate ao crime organizado.

Em 25 de agosto, a CONAMP também enviou ofício ao presidente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Roberto Gurgel, para que o colegiado adotasse medidas para garantir a segurança de promotores e procuradores em todo o país. Atendendo o pedido da entidade, no último dia 1º, Gurgel assinou portaria criando um comitê para instituir políticas de segurança para os membros do MP em todo o país. A ideia é estabelecer um planejamento de segurança, por meio de ações que promovam a uniformização, padronização e integração dos planos de segurança institucional e orgânica e das ações de segurança propriamente ditos.

O comitê será composto por quatro grupos temáticos de discussão: Segurança de Recursos Humanos, Segurança do Material, Segurança de Áreas e Instalações e Segurança da Informação. Grupos temporários também poderão ser criados para discutir outros temas relacionados à área de segurança institucional. O comitê de segurança será presidido pelo Secretário-Geral do Conselho Nacional do Ministério Público.

Fonte: Site da CONAMP