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Encontro ainda abordou disseminação de fake news no ambiente digital e a importância da denúncia

Às vésperas das eleições 2026, a nova edição do programa Papo Cidadão, do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), abordou o tema “Assédio Eleitoral em Debate: Liberdade, direitos e cidadania”, na manhã desta segunda-feira (21/09). Na ocasião, os participantes debateram o direito ao voto livre, o assédio eleitoral praticado durante o período e a atuação dos órgãos de fiscalização.

A ação foi promovida pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Especializadas na Proteção e Defesa do Consumidor, dos Direitos Constitucionais do Cidadão e do Patrimônio Público (CAO-PDC), em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), e contou com o apoio do Centro de Mídias de Educação do Amazonas. 

O encontro foi mediado pelo coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias Eleitorais (CAO-PE), procurador de Justiça Mauro Roberto Veras Bezerra, que destacou o aumento comprovado na perseguição eleitoral a servidores, terceirizados e estagiários dentro das empresas, problema que, segundo ele, tem crescido a cada ano de eleição.

Durante o programa, os participantes abordaram questões como assédio eleitoral no ambiente de trabalho, com coerção para a participação de atos, e abuso de poder espiritual praticado em igrejas, com o intuito de influir nos votos dos fiéis. Também foram discutidos temas como as necessidades de ampliação da atuação do MP no combate ao assédio eleitoral no interior e da articulação entre os órgãos competentes para maior efetividade no enfrentamento ao problema.

O procurador regional eleitoral do Ministério Público Federal (MPF), Edmilson da Costa Barreiros Júnior, falou sobre os perigos do chamado “cabresto digital” — expressão usada para referir-se à manipulação de eleitores por meio de desinformação e notícias falsas disseminadas no ambiente digital. 

"A forma de realizar esse crime se aprimorou, mas, por outro lado, os eleitores estão perdendo o medo e as denúncias aumentaram", ressaltou.

A procuradora do Trabalho da 11ª Região, Fabíola Bessa Salmito, comentou sobre o trabalho desempenhado pelo Tribunal Regional do Trabalho durante as eleições e enfatizou a importância de denunciar todo e qualquer caso de assédio eleitoral. 

“Se a sociedade não parar e se conscientizar, não colaborar com a apuração desse crime de coerção, nada vai mudar. Contamos com a participação da sociedade como um todo; se você foi vítima de assédio eleitoral ou conhece alguém que tenha sido, denuncie”, finalizou a procuradora do Trabalho.

O debate, que contou com transmissão ao vivo no canal do MPAM no YouTube e na TV Encontro das Águas (2.1), está disponível na íntegra neste link.


Texto: Graziela Silva
Foto: Reprodução/Google

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