![]()
O Corregedor-Geral do MP-AM, José Roque Nunes Marques, realizou nessa segunda-feira, 15.07, reunião com os membros do Comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação (CETIC) e a Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC) para apresentação do primeiro modelo do novo sistema de controle de autos que será desenvolvido pela equipe de sistemas deste Parquet. O novo sistema está sendo desenvolvido dentro dos padrões da Resolução Conjunta nº 3/2013, que institui o Modelo Nacional de Interoperabilidade do Poder Judiciário e do Ministério Público e será integrado ao sistema PROJUDI do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas. A primeira versão do sistema, denominado inicialmente de MP-Digital, entrará em operação ainda este ano, de acordo com o cronograma apresentado pela equipe de TI do MP-AM. O escopo inicial é atender a atuação Ministerial nos processos judiciais.
A equipe técnica apresentou o protótipo do novo sistema e ouviu as sugestões dos membros, que aprovaram as propostas e elogiaram os avanços, que certamente atenderão as necessidades da Instituição. Segundo o Procurador de Justiça e Corregedor-Geral, José Roque, o MP-Digital está modelado para integrar as funcionalidades do RAF, e, segundo ele, “a expectativa é de que, com a implantação do sistema, além dos aspectos relacionados à facilitação da atuação Ministerial nos processos, o nosso relatório de produtividade (RAF) passará a ser gerado diretamente na Corregedoria, deixando de existir o retrabalho na alimentação dos atos praticados pelos membros.”

Na sessão da Câmara Municipal de Manaus, ocorrida segunda-feira, 15.07, foi aprovada a outorga da "Medalha de Ouro Cidade de Manaus", ao Procurador-Geral de Justiça, Francisco Cruz, em razão dos relevantes serviços prestados à comunidade manauara. De autoria do vereador e presidente da CMM, Bosco Saraiva, a comenda será entregue em data a ser definida. Para o Procurador de Justiça e ex-Procurador-Geral, Evandro Farias “a homenagem é valida pois é o reconhecimento do trabalho que todo o MP-AM vem realizando para a comunidade manauara. Nada mais justo, uma vez que o Dr. Francisco representa todo o MP-AM”. O Presidente da Asociação Amazonense do Ministério Público, Promotor de Justiça Reinaldo Nery, declarou que considera “extremamente gratificante a indicação do PGJ para o recebimento da Medalha de Ouro Cidade de Manaus, pois demonstra o reconhecimento dos vereadores desta capital, pelos serviços prestados à sociedade manauense”.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (23) projeto de lei da Câmara dos Deputados que regulamenta as atribuições dos delegados nos inquéritospoliciais (PLC 132/2012). O principal objetivo é garantir autonomia aos profissionais na apuração dos crimes. Pelo texto, o delegado só poderá ser afastado da investigação se houver motivo de interesse público ou descumprimento de procedimentos previstos em regulamento da corporação que possam prejudicar a eficácia dos resultados investigativos. O ato com essa finalidade dependerá de despacho fundamentado por parte do superior hierárquico. A exigência de ato fundamentado também é prevista para a eventual remoção, ou seja, a transferência do delegado para qualquer outro órgão diferente daquele em que se encontra lotado. O delegado deverá conduzir a investigação criminal levando em conta apenas “seu livre convencimento técnico jurídico”, atuando com “isenção e imparcialidade”, como explicita o texto. O PLC, que foi apresentado na Câmara pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), deixa ainda claro que o cargo de delegado de polícia é privativo de bacharel em Direito. Além disso, estabelece que a categoria tem direito ao mesmo tratamento dado a magistrados, integrantes da Defensoria Pública e do Ministério Público.
Voto contrário
O temor de que a proposição tiraria poderes do Ministério Público norteou as mais de três horas de debates até a aprovação do parecer do relator Humberto Costa (PT-PE). O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), por exemplo, tentou sem sucesso adiar a votação, alegando a necessidade de
realização de audiências públicas para discutir melhor o assunto. Ele apresentou um voto em separado, questionando a constitucionalidade e a conveniência da iniciativa. - Trata-se de matéria bastante delicada e polêmica e não tivemos a oportunidade de instruir o debate por meio de audiências para ouvirmos as partes interessadas - argumentou. Na opinião do parlamentar capixaba, o PLC 132 limita o controle externo da polícia por parte do Ministério Público, tarefa prevista no artigo 129 da Constituição da República. – O que pretende o PLC é aumentar a autonomia da polícia, o que não é compatível com a história de abusos que marca tal atividade no nosso país. Deveria ser o contrário, o controle externo deveria ser fortalecido para evitar abuso dos organismos policiais, que muitas vezes cometem crimes, ilegalidades, desmandos, abusos de poder e tortura. A realidade é que gabinetes dos promotores são procurados todos os dias por pessoas reclamando de atos ilícitos praticados pelas policias - afirmou.
Segundo Ricardo Ferraço, o projeto é um misto de regras processuais penais e de regime jurídico de servidores e padece de vício formal de iniciativa. Em sua opinião, a proposta deveria partir do chefe do Executivo e não de um deputado. O senador questionou ainda a isonomia entre delegados e juízes e promotores, o que no futuro poderia permitir adoção de mesmo padrão de subsídio para as categorias. A inamovibilidade aos profissionais da polícia também foi questionada pelo parlamentar.
Defesa
PEC 37
Alguns senadores chegaram a relacionar o PLC 132 à polêmica Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37/2011, em tramitação na Câmara dos Deputados, que retira poderes de investigação de promotores e procuradores, o que levou o senador Pedro Simon (PMDB-RS) a criticar a pressa da
CCJ em analisar o PLC. - Até porque, se for aprovada a PEC 37, vamos ter que mudar essa lei. Delegados terão mais direitos e responsabilidades. Não vejo motivos para votar agora – ponderou. Além do próprio relator Humberto Costa, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) garantiu que o
PLC 132 nada tem a ver com a PEC 37. – A PEC está na Câmara e pode nem chegar ao Senado, porque lá será derrotada – afirmou Cássio.
Plenário
O PLC 132 estava na pauta da CCJ em caráter terminativo e, por isso, poderia seguir diretamente à sanção presidencial. Os senadores insatisfeitos com o resultado da votação, entretanto, já afirmaram que entrarão com recurso previsto no regimento para que a proposição seja analisada pelo Plenário.
*Com informações do Jornal do Senado.
O senador Humberto Costa (PT-PE), relator da matéria na CCJ, rebateu as críticas, afirmando a ampliação das garantias do delegado será benéfica não só à categoria profissional, mas à sociedade brasileira.- O projeto trata exclusivamente de investigação policial. Tratamos das garantias e deveres do delegado dentro do inquérito. Em nenhum momento as atribuições do MP estão comprometidas pelo PLC 132. Tampouco haverá invasão da polícia nas atribuições do Ministério Público - ressaltou, por diversas vezes, durante a reunião. O parlamentar esclareceu que, quando o texto fala em isonomia com magistrados e promotores, não está se referindo à igualdade salarial, portanto não haverá impacto financeiro para os estados e para a União. Além disso, explicou ele, o projeto também não trata de inamovibilidade dos delegados, prerrogativa de juízes e promotores; apenas exige que uma eventual remoção seja feita de forma fundamentada. Humberto Costa rejeitou emenda que deixava expressa a preservação das atribuições constitucionais do Ministério Público, sugerida pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR). Para ele, a emenda modificaria o texto, o que obrigaria o retorno do projeto à Câmara.Página 23 de 478